segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mezuzah


Pergaminho no Mezuzah
Com o mandamento da mezuzah, faz-se lembrar ao homem, ao entrar e ao sair, a Unidade de D'us, e ele é introduzido a amá-Lo. Ele é despertado de sua sonolência e de seus vãos pensamentos mundanos para o conhecimento de que nada perdura na eternidade senão o conhecimento da ‘Rocha do Mundo’. Essa contemplação trá-lo de volta a si mesmo e o conduz ao caminho certo”. (AUSUBEL, 1964, p.558)

Mezuzah
Esta é a definição que Moisés Ben Maimon – Maimônides – filósofo e rabino de grande expressão na Idade Média estabeleceu para o mezuzah. Uma abordagem inicial mais ampla e abrangente, que ultrapassa a simples concepção de um amuleto ou algo semelhante. Entretanto, com o passar do tempo, esta foi à concepção mais divulgada: a de um objeto de proteção.

O mezuzah consiste numa caixa pequena, comprida e retangular que guarda em seu interior um pergaminho com trechos da Torah. São colocados no canto direito das portas e tocados por seus moradores ao entrar e sair da residência. Os cabalistas acrescentaram ao pergaminho nomes de anjos, fórmulas e símbolos utilizados na cabala, o que foi completamente de encontro ao pensamento de Maimônides, que descreve a mezuzah como um ponto de unidade com Deus.
Uma observação interessante e fruto de reflexão é a expressão “no caminho”, frequentemente utilizada nos escritos da Torah e do Talmud, que retratam o caráter nômade do povo de Israel, desde a antiguidade, e está contido nos pergaminhos e no uso da mezuzah. Desde a saída de Abraão de Ur dos Caldeus até os dias atuais, o povo judeu passou por grandes movimentos em sua trajetória. André Neher [1] é um dos autores que retratam este pensamento com mais profundidade. Ele define “estar no caminho” como sendo a essência do povo judeu. Concluímos que o mezuzah é, portanto parte da cultura judaica.

Mezuzah
[1] André Neher (1914-1988) foi pesquisador e filósofo judeu, professor da Universidade de Strasbourg e membro da comunidade do Rabino David Feuerwerker.
Referências Bibliográficas:
  • AUSUBEL, Nathan. Conhecimento Judaico II. A. Koogan Editor, Rio de Janeiro, 1964.
  • OUAKNIN, Marc-Alain. Symbols of Judaism. Assouline Publishing, Paris, 2000


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